Fé que constrói amizades e une culturas

Fazer novas amizades é uma das muitas experiências proporcionadas pela Jornada Mundial da Juventude, que ocorreu em julho de 2013, no Rio de Janeiro. O evento internacional é organizado pela Igreja Católica e já teve 13 edições e passou por diferentes países e continentes.

É em meio ao espírito de acolhimento e peregrinação que nascem sentimentos que se eternizam entre os participantes. E foi justamente neste clima de troca de vivências culturais e espirituais que a felizense Kétlein Kátia da Silva, de 25 anos, e a bomprincipiense Beatriz Eckstein Weirich, de 25 anos, conheceram o corretor de imóveis Luiz e a professora Luciene Gonçalves.

O casal foi uma das famílias que acolheram os peregrinos da jornada, que teve duração de uma semana. Através desta convivência foi possível construir um forte vínculo de amizade entre as gaúchas e os cariocas, que hoje ultrapassa as fronteiras dos estados e resiste aos muitos quilômetros de distância. E para matar a saudade e retribuir a visita, Luiz, Luciane e o pequeno Miguel, de 1 ano, vieram conhecer onde moram as moças, que eles consideram como filhas.

Não é a primeira vez que o casal vem para a região Sul; antes já haviam feito uma passeio turístico por Gramado, Canela e Bento Gonçalves. Mas, conhecer o Vale do Caí foi algo inédito. “Já ficou o compromisso da gente vir quando saíram do Rio de Janeiro. Elas até não acreditavam que a gente viria até aqui e não viajamos antes porque ela estava grávida e depois o Miguel estava muito pequeninho. Caso contrário, já teríamos feito a visita há muito tempo”, relata Luiz.

Os cariocas chegaram no dia 6 e ficaram até sexta-feira, 9. A vontade era de ficar mais tempo, contudo, por motivos profissionais tiveram que reduzir os dias da visita. “A maioria dos passeios que programamos não foi possível devido à chuva. Era só chegar num lugar que começava a chover. Visitamos Tupandi, Gramado, Vale Real, Feliz e Bom Princípio”, cita. “Mas o nosso principal objetivo era estar com elas. Os passeios eram só detalhes. Inclusive, o primeiro corte de cabelo do Miguel foi a Kétlein que fez. Até já combinamos; ano que vem elas que vão vir”, comenta Luciene.

Na casa de Beatriz, a família apreciou o tradicional churrasco gaúcho, enquanto que na de Kétlein degustaram algo inédito para eles; o entrevero. “Lá pelo Rio de Janeiro não existe isso, mas agora vamos começar a fazer”, afirma aos risos Luciene. “No Rio também tem churrasco, só que a diferença de lá para cá é que aqui se acompanha com o chimarrão e lá com a cerveja”, acrescenta Luiz.

A convivência e as afinidades são tão grandes, que ambas as partes afirmam que a amizade vai ser um eterno círculo virtuoso. “Isso não vai acabar mais. Um vai retribuindo o outro e ano que vem vamos para lá com certeza”, confirmam as jovens felizenses.

Uma experiência inesquecível

Além de Kétlein e de Beatriz, ficaram na residência dos Gonçalves, em Jacarepaguá, duas meninas do Vale Real, uma de Tupandi e uma de Sapucaia do Sul. Foi a primeira vez que o casal acolheu peregrinas e o mais curioso é que foi algo não planejado. “Não nos cadastramos como voluntários, pois estávamos tentando engravidar durante quatro anos e a  Luciane tinha acabado de fazer um procedimento de fertilização. Logo, não  éramos voluntários, porque ela precisava repousar”, explica o carioca.

Durante toda a Jornada da Juventude, praticamente todo o Rio de Janeiro esteve solidário com a causa. E diante de todo esse clima, eles sentiram muita vontade de ir à igreja, já que a paróquia estava sendo responsável pelo alojamento de 3 mil pessoas. “Quando vimos todo esse movimento, logo oferecemos a nossa casa, caso alguém não tivesse onde dormir. Foi então que apareceram as seis mocinhas”, relata Luciene.

“Foi uma experiência maravilhosa. A gente não esperava que seria tão bom. Quando a Jornada acabou, simplesmente ficou um vazio dentro de nós. Esta nossa relação é para sempre. O antes e o durante foram apenas um detalhe. O  importante é o depois, ou seja, essa forte relação de amizade entre nós”, acrescenta o casal, que é bem engajado com a Igreja e desenvolve trabalhos voltados para os jovens na paróquia.

Inicialmente as peregrinas foram encaminhadas para outra família, mas devido a forças maiores, precisaram buscar abrigo em outro local. “Fomos acolhidas por uma família, mas conseguimos dormir apenas uma noite lá. O condomínio já estava sem água há uma semana, o que impossibilitou a nossa permanência”, contam as jovens.

“Foi a primeira vez que ficamos na casa de desconhecidos. Nunca imaginamos que pessoas pudessem abrir suas casas para quem nem conhecem. Ainda mais no Rio de Janeiro, que não é só lindo e tem muita violência”, afirmam Kétlein e Beatriz. “Com certeza, vamos repetir muitas e muitas vezes a dose. Ainda mais agora que tem o Miguel. Vamos sentir ainda mais saudades. Eles também vão deixar um vazio em nossas casas”, acrescentam.

 

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