“A juventude no coração do bispo e o bispo no coração da juventude”, frisou dom Vilson



“A juventude no coração do bispo e o bispo no coração da juventude”, frisou dom Vilson
08 Abril
2016
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Publicado em: Regional

Dom Vilson Basso, bispo de Caxias (MA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, concedeu entrevista coletiva à imprensa na tarde do terceiro dia, 08 de abril, da 54ª Assembleia Geral (AG) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

A Igreja Católica no Brasil em suas Diretrizes diz que “uma Igreja sem jovens é uma Igreja sem presente e sem futuro”, lembrou dom Vilson.

Segundo ele, essa frase resume a importância da juventude na e para a Igreja e para a própria sociedade. A Igreja se preocupa com a realidade juvenil. Ao citar uma notícia de um jornal de grande circulação, lembro a geração dos “nem, nem, nem”. Que não estuda, não trabalha e nem procura trabalho.

Na região Sul são 10%, no Sudeste 15%, Norte e Nordeste chega a 20%. Traduzidos em números isso significa milhões de jovens que não trabalham, não procuram trabalho em nem estudam. “Isso vai comprometer toda uma geração”, salientou dom Vilson.

Entre outros elementos preocupantes estão a violência e as drogas. Hoje, pelas estatísticas, cerca de 55 mil pessoas são mortas no Brasil pela violência, que na sua maioria absoluta são jovens. Há um detalhe que ainda não se tem pesquisas claras, mas que se detecta é o crescente ateísmo no universo juvenil. Estas são e outras tantas situações fazem parte da preocupação pastoral da Igreja.

Para tal, a Igreja tem na CNBB a Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude (antes era Setor Juventude), que tem por missão animar a evangelização da juventude no país a nível central e nos 18 Regionais. Em cada Regional tem um bispo referencial, um padre, irmã e leigo. “Estes ajudam na articulação do trabalho com as dioceses da região até chegar capilarmente nas paróquias e comunidades em que o jovem está”, explicou dom Vilson.

A missão da Pastoral Episcopal é fazer chegar ao coração da juventude a mensagem de Jesus e a preocupação da Igreja que diz “vocês são importantes e nós nos preocupamos e queremos que vocês possam crescer com a dignidade de filhos e filhas de Deus”, salientou dom Vilson.

Nesse caminho segue o projeto de trabalho pastoral da Comissão que no momento chama-se Rota 300 em comunhão com os 300 anos do encontro da imagem da Mãe Aparecida no Rio Paraíba do Sul, que será celebrado em 2017. O projeto tem um enfoque juvenil já pela chamada Rota 300.

No grande projeto encontram-se os projetos de missão, de formação de pessoas que acompanham e coordenam o trabalho juvenil. É um esforço de trabalho em conjunto com toda a Igreja do Brasil com as pastorais juvenis, movimentos juvenis, novas comunidades e congregações que trabalham com jovens. A este conjunto de expressões a Igreja entende a Pastoral Juvenil.

A missão é um ponto fundamental. Despertar e estimular no coração da juventude o ardor missionário. “Existem experiências missionárias na Amazônia, nas dioceses e paróquias. São missões jovens feitas pela juventude para e com a juventude junto ao povo”, lembrou dom Vilson.

Também há um trabalho de formação de lideranças e assessores em comunhão com todas as expressões juvenis. São muitos que trabalham com a juventude, que amam a juventude e que acreditam na juventude. “Queremos que a juventude seja, na perceptiva dos leigos, presença, sal, terra e luz na Igreja e na sociedade”.

Para finalizar, convidou para a Romaria da Juventude que acontecerá neste sábado (9) e domingo (10), no Santuário de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, em Aparecida (SP).  

 

Por Judinei Vanzeto

Assessoria de imprensa

Regional Sul 3 da CNBB

   

 

 

 

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