Líderes religiosos se reuniram em Assis para rezar pela paz



Líderes religiosos se reuniram em Assis para rezar pela paz
22 Setembro
2016
Escrito por: Elisandro Garcia - Com informações da Canção Nova e Rádio Vaticano.
Publicado em: Regional

Reunidos em Assis/Itália, na terça-feira, 20 de setembro, líderes de diferentes religiões buscaram encontrar os caminhos para que a humanidade tenha paz e sadia convivência em meio às diferenças. Cada líder expôs seu ponto de visão. O Papa Francisco, como chefe máximo da Igreja Católica, reafirmou o que disse em outras ocasiões: “o nome de Deus nunca pode justificar a violência”, e completou dizendo que só a paz é santa, mas a guerra não.

Esta afirmação também foi reiterada por outros líderes, que também concordaram que qualquer forma de violência não representa a verdadeira natureza da religião, mas a sua deturpação que contribui para a sua destruição.

Durante seu discurso, o Papa foi interrompido muitas vezes pelos aplausos, inclusive quando denunciou um tipo de paganismo contemporâneo, o “paganismo da indiferença”.

Francisco disse que a indiferença é uma grande doença, “um vírus que paralisa, torna inertes e insensíveis; um morbo que afeta o próprio centro da religiosidade produzindo um novo e tristíssimo paganismo: o paganismo da indiferença”.

Depois o Papa recordou que os que buscam a paz não têm armas, mas acreditam na força “mansa e humilde da oração”. “Neste dia, a sede de paz fez-se imploração a Deus, para que cessem guerras, terrorismo e violências. A paz que invocamos, a partir de Assis, não é um simples protesto contra a guerra, nem é sequer «o resultado de negociações, de compromissos políticos ou de acordos econômicos, mas o resultado da oração”, afirmou.

Disse ainda que a oração e a vontade de colaborar comprometem a uma paz verdadeira, não ilusória: “não a tranquilidade de quem esquiva as dificuldades e vira a cara para o lado, se os seus interesses não forem afetados; não o cinismo de quem se lava as mãos dos problemas alheios; não a abordagem virtual de quem julga tudo e todos no teclado dum computador, sem abrir os olhos às necessidades dos irmãos nem sujar as mãos em prol de quem passa necessidade”.

Por fim, Francisco exortou que os chefes religiosos têm a obrigação de ser “pontes sólidas de diálogo, mediadores criativos de paz”. E dirigindo-se aos líderes das nações, pediu-lhes, em nome das religiões, que não se cansem de procurar e promover caminhos de paz, olhando para além dos interesses de parte e do momento.

“Não caiam no vazio o apelo de Deus às consciências, o grito de paz dos pobres e os anseios bons das gerações jovens”, concluiu o Santo Padre.

Logo que chegou, o Papa deslocou-se ao Sacro Convento de Assis, onde já estavam o Patriarca Ecuménico de Constantinopla, Bartolomeu I, o Arcebispo de Canterbury, Justin Welby, o Patriarca Sirio-Ortodoxo de Antioquia, Efrem II, além de um representante da religião hebraica, do Islão e o Chefe Supremo do Budismo Tendai (Japão).

Todos juntos chegaram ao Claustro de Sisto IV, onde já estavam presentes os representantes das Igrejas e das religiões mundiais e os bispos da região italiana da Úmbria. Houve um almoço comum no refeitório do convento, com a participação de algumas vítimas de guerras. O encontro também contou com a participação de agraciados com o Prêmio Nobel da Paz.

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