Maio é mês de rezar pelos mortos pela Aids



Maio é mês de rezar pelos mortos pela Aids
19 Maio
2017
Escrito por: Felipe Padilha
Publicado em: Regional

Neste terceiro final de semana de maio, a Pastoral da Aids promove a “Vigília Internacional Pelos Mortos de Aids”, com o tema: “Tantas vidas não podem se perder”. Por isso, é preciso eliminar estigma e preconceito, garantir o tratamento, dispor recursos para a prevenção e envolver a todos para evitar mais mortes tendo por causa o vírus.

 

O preconceito gerado em torno do tema faz com que tais pessoas não sejam assistidas pela sociedade em geral. São, muitas vezes, desprezadas, olhadas de canto, com certo murmúrio, que causa desconforto. “Os portadores do vírus são percebidos com preconceito pela sociedade no geral, pois quem é portador do vírus é visto como um desregrado sexualmente no seu comportamento, um ‘pervertido’”, aponta o padre Norberto Coltro, que atua na Pastoral da Aids na diocese de Caxias do Sul.

 

Ainda segundo Norberto, ou padre Beto como é conhecido, os infectados estão em todas as idades, com maior número entre jovens, idosos e os mais pobres. De cada três pessoas contaminadas, duas são mulheres. A cada duas jovens de 13 a 16 anos infectadas, existe um menino portador. A contaminação se dá em 97% dos casos, por relação sexual e uso de drogas.

 

O Boletim Epidemiológico DST Aids de 2011, mostra que todas as 10 cidades que lideram a lista de maior incidência da doença estão no Sul do Brasil. Na estatística por Estado, o Rio Grande do Sul é o que mais registra casos: são 27,7 a cada 100 mil habitantes, mas a estimativa é que o número seja mais exorbitante, uma vez que muitas pessoas não sabem que são portadoras. A região da Serra tem mais de 2.700 pacientes cadastrados pelo SUS. Caxias do Sul, mais especificamente, tem mais de 1.200 pacientes que retiram os medicamentos para o tratamento junto às Unidades Básicas de Saúde.

 

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) é parceira nesta luta tem muitas pessoas, em muitas dioceses, envolvidas nesse serviço que expressa a importância prática do cuidado com a vida. O trabalho da Pastoral da Aids é de conscientizar sobre uma vida sexual saudável e responsável, orientando sobre os riscos da atividade sexual sem compromisso. São feitos encontros de orientação às mães, em conjunto com a Pastoral da Criança, os encarcerados e em escolas. Em Caxias do Sul, o trabalho é mantido há muitos anos e está sediado na casa da Cruz Vermelha Brasileira, no bairro São Pelegrino.

 

A Pastoral da Aids tem três dimensões: acolhida, solidariedade e compromisso social. Padre Beto lembra que a Igreja oferece locais para que os portadores se encontrem, falem de suas dores enquanto vítimas de todos os preconceitos que sofrem. Nesses locais têm psicólogos, assistentes sociais, médicos, enfermeiros e outros voluntários.

 

“A Pastoral da Aids faz um trabalho de prevenção, conscientização e incentivo a fazer o teste para saber se é ou não portador do vírus. Esse exame é sigiloso e gratuito, sendo que pode ser feito nas Unidades Básicas de Saúde (UBS’s). Há uma coordenação nacional, regional e diocesana. A palavra-chave é 'compaixão' e todo o trabalho realizado precisa ter presente esta atitude. O modelo do agente da Pastoral da Aids é Jesus” – comenta padre Beto.

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