Projeto Cultural Nagôs representa Pastoral da Juventude no Bote Fé

 

Seis amigos movidos pelo desejo de representar a Pastoral da Juventude no II Bote Fé do Rio Grande do Sul. Davi, Gabriela, Jean, Mikael, Ricieri e William formam o Projeto Cultural Nagôs, formado para participar do concurso Minha Banda no Bote Fé.

Integrantes das Pastorais da Juventude de Passo Fundo e Erexim, os jovens receberam no dia 30 de setembro a notícia de que seu grupo era um dos três selecionados pra tocar no palco do Bote Fé no próximo domingo, dia 1º de novembro. Para Davi, o fato de o Nagôs estar lá ajuda a dar significado ao evento. “O palco que pretende ser celebração da juventude católica gaúcha, precisa ser de fato isso. Espaço para juventude fazer e não apenas assistir. Provamos que é possível que o jovem que toca nas missas, seminários, encontros diocesanos, mesmo sem ser profissional, possa pisar no palco e falar no microfone”, explica Davi.

Para o grupo, a iniciativa é um projeto aberto, que olha para o horizonte e não lança regras que o prendem ou o limitam. O objetivo comum dois seis jovens do Nagôs é simples: fazer releitura de músicas da Pastoral da Juventude e outros setores libertadores da sociedade, animar eventos promovidos por pastorais e movimentos sociais, resgatar culturas que foram oprimidas e lutar por uma cultura de paz e liberdade.

Além de tocar no Bote Fé, a banda foi responsável pelos momentos musicais do II Seminário do Bem Viver e no dia 15 de novembro fará a animação do Dia Nacional da Juventude da Diocese de Blumenau-SC.

O nome

No Projeto Cultural Nagôs, nada é por acaso. “Projeto dá a dimensão de algo em movimento, aberto, reflexivo. A cultura é a expressão do homem no tempo. O homem produz e ao mesmo tempo dialoga com a cultura. Trocando em miúdos, quem toca uma música também a ouve e se motiva pelo som que produz”, relatam os jovens.

O nome Nagô também é repleto de significado, história e vida. A expressão remete a um das tribos africanas de onde foram traficados escravos para o Brasil no tempo da escravidão. Muitos destes africanos morreram nos navios negreiros, ou nas batalhas da própria África que sustentavam este tráfico humano. Outros viveram sua vida toda na escravidão e alguns deles foram construtores dos quilombos.

Junto com isso, vem a música Nego Nagô. “Uma música que estranhamente passa um sentimento de liberdade. A história é comprida, mas Nego Nagô acompanha por anos a trajetória dos jovens da Pastoral da Juventude, que junto com outros tiveram a vontade de construir a liberdade, assim como a tribo nagô construiu os quilombos”, explica William da Luz.

 

 

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